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Bélgica, Viagem

Castelos da Bélgica: Château Jemeppe

Primeiro castelo de uma lista infindável de construções do tipo que podem ser apreciadas na Bélgica.

Como comentei neste post introdutório, a Bélgica é o país da Europa com maior quantidade de castelos por metro quadrado. Tudo bem que falamos de um país que tem um décimo do tamanho do Rio Grande do Sul, mas o número não deixa de ser impressionante.

O lado ruim é que a maioria deles é de uso privado (residencial, para ser mais precisa). Alguns poucos são museu, outros tantos usados para realizações de eventos, poucos são hotéis. No caso do Château Jemeppe que apresento hoje, funciona como um hotel temporário (somente no verão, que foi quando estivemos lá) e espaço para realização de eventos.

Minha avaliação sobre o castelo, se a experiência de se hospedar lá valeu a pena ou não e outras dicas e recomendações segue abaixo.

Château Jemeppe

História

A primeira edificação no local é muito mais antiga do que parece. Sabe-se que durante a época romana já havia uma vila fortificada na região. O atual castelo é de origem medieval. Na Idade Média, o Château Jemeppe consistia em apenas alguns edifícios, rodeado por pântanos e pelo rio Hedrée.

Estes ofereciam pouca proteção contra as famílias governantes de Namur e Luxemburgo, que lutavam para obter o controle dos territórios de Durbuy e La Roche desde o séc. 12. Uma casa fortificada foi construída no local no início do séc. 13, que mais tarde foi substituída por Jean d’Ochain por um donjon protegido por fossos.

O castelo permaneceu na família d’Ochain até 1616, quando a herdeira, Catherine de Jemeppe, casou-se com Raes d’Ans, de Velroux. Foi provavelmente Raes d’Ans, pouco depois de adquirir a propriedade, que ampliou a torre fortificada com aposentos em um castelo quadrado. As alas do castelo e duplo fosso também datam dessa época. As alas foram modernizadas em 1739 e 1748, e mais janelas foram adicionadas.

De 1840 a 1978, o castelo foi propriedade da família Chevaliers de Sauvage Vercour. A atual propriedade deve a sua forma às restaurações realizadas no séc. 19. Abandonado durante o séc. 20, a propriedade foi comprada, completamente restaurada e reabilitada, transformada em um centro de seminários e eventos de alta qualidade. Foram necessários 14 anos de trabalho de restauração.

Acomodações

Ao contrário do que esperávamos, a hospedagem no B&B não é no prédio principal e sim nos anexos. Pagamos quase 200 € para uma noite (casal, com café da manhã incluso), o quarto era bom, mas nos decepcionamos porque esperávamos ficar hospedados no castelo. Café da manhã relativamente simples, piscina com uso limitado por conta da pandemia.

Não acho que valeu a pena, no meu outro blog falei deste castelo aqui onde nos hospedamos na França e que valeu muito mais à pena! (Ainda não postei sobre isso porque estou preparando um conteúdo especial e diferente sobre a França).

Restaurante

Já o restaurante que é aberto para o público em geral achei que valeu muito à pena. Gastamos cerca de 50 € por pessoa pelo menu com entrada, prato principal e sobremesa, incluindo bebidas (tomamos cervejas da Brasserie Atrium, que é da mesma cidade e cujo bar fica cerca de 10 km do castelo! Isso mesmo, estou falando da cervejaria dos posts da serie Cooking with Beer!).

Dica

Durante a temporada de verão, vá cedo para jantar e aproveite para dar uma volta no castelo (pode ser visitado ao menos por fora). A região é uma das mais turísticas do país e repleta de opções. Para conferir as atrações turísticas próximas a este castelo, confira este site aqui.

Site oficial: http://www.chateaujemeppe.eu/fr/

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