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Israel, Jordânia, Viagem

Viagem para Israel e Jordânia

O que você precisa saber antes de uma viagem para Israel e Jordânia.

Eu sempre quis fazer uma viagem para Israel que incluísse Petra, na Jordânia, por uma questão de logística. Dois países pequenos, lugares que sempre sonhei em conhecer tão perto um do outro, apenas uma fronteira separando. Fácil de fazer em uma viagem só, não é mesmo?

Pois não, não é tão simples assim. Claro que não é uma aventura digna de um filme de Indiana Jones (#soufã), também não chega a ser perigoso e tudo pode mudar entre a leitura deste post e o dia em que você estará lá. Por isso requer um planejamento cuidadoso e uma dica que já entrego aqui e vale ouro: se puder, não conheça os dois países em uma mesma viagem.

Mas não foi assim que planejamos, e agora calha que em algum momento futuro, pretendo realizar uma nova viagem para Israel e outra para a Jordânia. No mais, seguem minhas dicas mais sinceras e a minha justificativa de porque recomendo que conheça os dois países em viagens diferentes.

Plano de viagem para Israel e Jordânia: o que você precisa saber antes de ir

Aqui seguem as minhas dicas, que servem tanto para quem vai planejar a viagem sozinho, ou para quem quer viajar via agência. Fica omo referência para indicar o que você quer visitar na hora de fechar a viagem. E para estes, recomendo desde já uma que oferece planos personalizados e que confio (não é jabá!): Coacoba!

1 – Nosso roteiro

  • Chegada em Tel Aviv;
  • Duas noites em Jerusalém;
  • Terceiro dia viagem de carro até Eilat, sul de Israel;
  • Carro ficou no estacionamento do posto de fronteira em Israel;
  • Cruzamos a fronteira para Aqaba na Jordânia a pé;
  • Táxi para ir da fronteira até locadora de carros em Aqaba;
  • Viagem de carro de Aqaba para Wadi Musa;
  • Duas noites em Wadi Musa para visitar Petra;
  • Viagem de volta para Aqaba e devolução do carro;
  • Táxi até a fronteira e reentrada em Israel;
  • Duas noites em Eilat;
  • Volta para Tel Aviv (visitamos Massada e o Mar Morto no caminho);
  • Três noites em Tel Aviv e retorno para Bruxelas.

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2 – Vistos

Brasileiros a turismo não precisam de visto para entrar em Israel ou Jordânia. Quem chega de avião em Israel passa pela imigração no aeroporto e tem uma espécie de entrevista, como a que é realizada na chegada nos EUA. Nós fomos até a Jordânia por terra, mas creio que o procedimento não seja muito diferente.

Nós pagamos a taxa de saída de Israel para entrar na Jordânia e a taxa de saída da Jordânia para voltar para Israel. Não vou mencionar valores porque eles mudam e dependem de quanto tempo você ficou no país – principalmente na Jordânia.

Em Israel se não me engano a taxa foi de 25 dólares por pessoa e na Jordânia o preço era diferente do que havíamos pesquisado. Apenas atente que ir de Israel só para visitar Petra e ficar apenas uma noite, a taxa de saída da Jordânia fica mais cara ainda (cerca de 90 dólares/euros).

E este é um dos motivos pelos quais acredito que visitar os países separadamente vale mais à pena.

ATENÇÃO: na entrada de Israel (no nosso caso, duas entradas), você receberá um papel azul (pequeno) que deverá permanecer com você até o fim da viagem e apresentado na saída. Ao receber, confira se está no seu nome, antes mesmo de sair do local onde você o recebeu. Guarde muito bem este papel, ele pode ser solicitado em qualquer momento da sua viagem.

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3 – Moedas

Israel tem o Shekel como moeda e Jordânia tem o Dinar Jordaniano. Recomendo que troquem pelo menos uma parte do valor que pretendem gastar antes mesmo de sair do Brasil. Servirá para pagamento de taxas como as da fronteira, por exemplo, que só aceitam pagamentos em espécie – e nem sempre tem um caixa eletrônico ou uma casa de câmbio disponível.

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4 – Segurança

Não vou falar de política, pois como não sou nem moro nestes países, não tenho como ter consciência da realidade. O fato é que por mais que as notícias insinuem que não, é possível sim fazer uma viagem para Israel com segurança. Claro que deve-se evitar a região de conflitos que é a Faixa de Gaza, mas nos sentimos muito seguros durante toda a viagem. E o mesmo serve para a Jordânia.

Li em um blog de um casal que viaja e cozinha bem famoso por aí que a moça não se sentiu segura em Israel, pois os homens ficavam olhando para ela. Da nossa parte, não temos nada para reclamar, sempre nos sentimos muito seguros.

Claro que alguns homens muçulmanos não me dirigiam a palavra – ou não me respondiam se eu falava com eles. Mas também é uma questão cultural e uma vez estando em um país de cultura diferente, prefiro respeitar.

Jovens militares em Israel.

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5 – Idiomas

O idioma oficial de Israel é o hebraico, mas não se assuste: todas as placas de trânsito incluem também o árabe e o inglês. Nos comunicamos muito bem em inglês, mesmo com quem não dominava tão bem o idioma. Na Jordânia foi a mesma coisa.

O grande porém foi usar o Waze em Israel (e olha que ele é um app criado lá!). No seu país nativo, o aplicativo só está disponível em…hebraico! Mas na Jordânia funcionou muito bem. Outra coisa que estranhamos foi que na maioria dos bares em Tel Aviv – uma cidade bem internacional – o cardápio era apenas em hebraico. Mas nada que uma boa conversa com os atendentes não resolvesse.

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6 – Fronteiras

Então, sem entrar em detalhes, é válido lembrar que as relações entre Israel e seus países vizinhos não são das melhores. Não é permitido, por exemplo, a circulação de carros de Israel na Jordânia e vice versa. Foi por isso que alugamos um carro em Israel, deixamos no estacionamento na fronteira e alugamos outro na Jordânia. Mais um motivo para visitar os países em viagens diferentes!

São dois ou três pontos para atravessar a fronteira de um país para o outro (o Mar Morto divide boa parte desses dois países e no restante, tem uma cerca ou muro enormes!). O mais recomendado para turistas é o de Wadi Araba, entre as cidades de Eilat (Israel) e Aqaba (Jordânia). E foi o que escolhemos! Também era o ponto mais próximo de Petra e destas duas cidades bem turísticas por conta do mar vermelho.

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7 – Shabbat, Ramadã e feriados

Outro aspecto que recomendo um pouco de atenção na hora de programar uma viagem para Israel e Jordânia são estas datas e períodos importantes para judeus, muçulmanos e o país em geral. Não pegamos nem um feriado nacional, nem o Ramadã – onde a comercialização de bebidas alcoólicas não é permitida na Jordânia.

Mas chegamos de viagem em Jerusalém em um sábado – o Shabbat é o dia de descanso para os judeus. O que significa que muitas coisas não abrem, o check in do nosso hotel só poderia ser feito às 18h, ao invés das 12h como normalmente. E nós desembarcamos em Tel Aviv às 2h da madrugada. Foram muitas horas esperando para dormir, tomar um banho e nos instalarmos no quarto.

Então, recomendo planejar-se para chegar e sair do país nos outros dias da semana, e preparar-se para encontrar muita coisa fechada no sábado.

Tudo fechado na chegada cedo em Jerusalém.

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8 – Palestina, Amã e outros pontos de interesse

Preciso confessar que tenho um limite de dias que acho graça em estar viajando e não em casa. Varia entre 10 dias e vai no máximo até duas semanas. Por isso nos planejamos para ver o que era possível nesse prazo e por motivos óbvios, tivemos que priorizar alguns lugares.

Nesta viagem, nos limitamos a visitar Jerusalém, Tel Aviv, Eilat e Wadi Musa (Petra) – Massada e o Mar Morto visitamos justamente por serem no caminho entre estas cidades. O pontos de interesse religiosos para os católicos como nós na Palestina (como o Mar da Galileia), Amã (capital da Jordânia), entre outros, ficarão para viagens futuras.

Camelos pela estrada na Jordânia.

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9 – Diferenças culturais

Estes dois países são, culturalmente falando, os mais distantes da nossa realidade já visitamos. Isso porque além da influência árabe, tem forte presença do modo de vida de religiões que nós não convivemos muito. Falo principalmente da religião judaica e muçulmana.

Em dados de 2011: 75,3% da população total de Israel é constituída de judeus e 20,5% são seguidores do Islã. Na Jordânia, o islã sunita é a religião dominante. Os muçulmanos constituem cerca de 92% da população do país, mas a sharya (lei islâmica) não foi adotada por eles.

Por isso – e deveria ser regra para quem está em qualquer país de cultura diferente da sua – fica a dica: é só respeitar os costumes destes países que você terá uma viagem tranquila. Não tivemos nenhum problema dessa ordem e fomos sempre muito bem tratados (prova de que educação é sempre bem-vinda em qualquer lugar ou situação).

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Próximos posts sobre viagem para Israel e Jordânia

Para relatar a viagem completa com todas as dicas, estes serão os assuntos dos próximos posts de viagem:

  • Jerusalém
  • Onde comer, beber e se hospedar em Jerusalém
  • Mar Morto
  • Eilat no Mar Vermelho
  • Onde se hospedar e onde comer em Eilat
  • Tel Aviv
  • Onde comer, beber e se hospedar em Tel Aviv
  • Massada
  • Cesareia Marítima
  • Jordânia
  • Petra
  • Onde se hospedar e restaurantes em Petra
  • Curiosidades e descobertas

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Já visitamos 31 países e a grande maioria das experiências e dicas podem ser conferidas aqui na categoria Viagem.

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